segunda-feira, novembro 06, 2006

Ai bai bia

Foi por aí que aprendi que as coisas e pessoas precisam de rótulos. No mínimo, um “outros”. Estado civil? Outros. Sexo: outros. Não, com sexo não existe meio termo. Ou tu é ou não é. Ou gosta de comer ou de dar.

Mas eu toco na ferida. Sou o que desperta e incomoda. O que é gostoso de ver, mas absurdo ter por perto. Beijou mulher, é lésbica. “Mas pode sair da frente que eu quero ver, fazendo o favor?”

- Aquela pode, a minha não. Comigo tem que usar aliança. Beijinho na boca, cinema no domingo, histórico exemplar. Quero vestido branco e impurezas debaixo do tapete, para ela limpar quando eu estiver na reunião de diretoria em plena madrugada. (E a noite dela é útil, aproveita para fazer as unhas).

Enquanto isso eu choro. Enquanto isso eu saio bêbada, dou gargalhadas e falo o que bem entendo. Eu beijo com amor, eu sinto tesão, eu me permito.

Pois eu não só dou. Eu como. E bebo também.

6 comentários:

angelo disse...

Que doença.
:-P

bondelaire disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
bondelaire disse...

Sene Cate Com pa nhi a
Título perfeito. Bem vindo retorno!

biarabello disse...

adorei o titulo!

por que será?

andres disse...

me gusto mucho el titulo, apesar que no lo entendi..
mas enfin..

besos

Fernando Cabral disse...

Acho que o título se refere, a algum americano se despedindo da Bia: Bye, Bia!

Gostei desse texto azedinho-doce, essa dualidade, flui bem na fronteira entre o quase-vulgar e o delicado. Com elegãncia mexe nas feridas, principalmente aquelas que a hiprocrisia afiada tenta abrir na vida da gente.